“Seo Chico, um retrato”

11/03/2013 15:31

  Historiadora Gabriella Pieroni e o antropólogo Alex Vailati debatem o filme “Seo Chico, um retrato”

O NIGS/UFSC – Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades, NAVI/UFSC – Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem e Casa das Máquinas/FFC convidam para o CAFÉ ANTROPOLÓGICO com exibição do filme “Seo Chico, um retrato”, de José Rafael Mamigonian, seguido de debate com a historiadora Gabriella Pieroni e o antropólogo Alex Vailati.

Dia 18 | 03 – segunda-feira
20 horas
Casa das Máquinas | Lagoa da Conceição
“Seo Chico, um Retrato” mostra a vida do lavrador Francisco Thomaz dos Santos, um personagem vivo da história quase extinta dos engenhos de farinha, de cana-de-açúcar e alambiques na Ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis, no litoral sul do Brasil. O filme é um testemunho dos encontros dele com a equipe de filmagem, buscando transparecer ao máximo a intensidade emocional dessa experiência, tragicamente interrompida.

Defesa de dissertação

19/02/2013 22:11

“‘Nós já somos uma família, só faltam os filhos'”: maternidade lésbica e novas tecnologias reprodutivas no Brasil”

Mestranda: Anna Carolina Horstmann Amorim.

Orientadora: Profª Drª  Miriam Pillar Grossi.
Data: 01/03/2013, às 9h, na sala 326 do CFH.
Banca examinadora:
Profª Drª Miriam Pillar Grossi(PPGAS/UFSC – Orientadora)
Prof. Dr. Miguel Vale de Almeida ( ISCTE Portugal)
Profª Drª  Marlene Tamanini ( UFPR/PR)
Profª Drª Maria Regina Azevedo Lisboa ( PPGAS/UFSC)
Drª Arianna Sala (NIGS/PPGAS UFSC- Suplente)

III Trans Day NIGS

14/08/2012 21:38

Luta pela despatologizaçãodas identidades transexuais e transgêneros

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), pelo terceiro ano consecutivo, insere a UFSC no circuito internacional de atividades que marcam a luta pela despatologização das identidades transexuais e trangêneros ao redor do mundo, unindo-se à Campanha Internacional Stop Trans Patologization 2012.

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III TRANSDAY NIGS

06/08/2012 11:44

Abertas as inscrições de curtas para a  mostra de filmes Trans

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS), do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), pelo terceiro ano consecutivo, insere a UFSC no circuito internacional de atividades que marcam a luta pela despatologização das identidades transexuais e trangêneros ao redor do mundo, unindo-se à Campanha Internacional Stop Trans Patologização 2012.

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Defesa de dissertação

31/07/2012 00:03

“Um Grande Júri: análise do processamento penal do aborto”

O trabalho da mestranda Emilia Juliana Ferreira será defendido no dia 10 de agosto de 2012, às 10h, o mini Auditório do CFH.

Banca Examinadora:
Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi (PPGAS/UFSC-orientadora); Profa. Dra. Rozeli  Maria Porto  (UFRN/RN); Prof. Dr. Theophilos Rifiotis (PPGAS/UFSC); Profa. Dra. Maria  Regina Azevedo Lisbôa (PPGAS /UFSC); Profa. Dra. Flávia de Matos Motta (UDESC/SC -suplente)

Discussão de dissertação

03/04/2012 11:50

 “Pântanos de relações e colchões de cumplicidade”

O Grupo de Estudos Gênero e Ciências do NIGS  convida a todos e a todas para a apresentação e discussão de dissertação de antropologia (PPGAS-UFSC) de Fernanda Azeredo de Moraes:”Pântanos de relações e colchões de cumplicidade” – Academia e conjugalidade na perspectiva de quatro mulheres intelectuais. Apresentadores e apresentadoras: Bruna Koppel, Bruno Cordeiro, Caterina Rea e Julia Godinho com presença de Fernanda Azeredo Moraes. No dia 4 de abril (quarta-feira), das 12h às 14h horas, na sala 10 do depto de história (CFH) da UFSC.

Fernanda Azeredo de Moraes

11/03/2012 14:44

Pântanos de Relações e Colchões de Cumplicidade: Academia e Conjugalidade na Perspectiva de Quatro Mulheres Intelectuais

O trabalho da mestranda Fernanda Azeredo de Moraes será defendido no dia 27 de março de 2012, às 14h30, no mini Auditório do CFH.
Banca Examinadora: Profa. Dra. Miriam Pillar Grossi (UFSC-orientadora); Profª. Drª. Candice Vidal e Souza (PUC/MG); Profª. Drª. Ilka Boaventura Leite (PPGAS/UFSC); Profª. Drª. Maria Regina Azevedo Lisbôa (PPGAS/UFSC); Profª. Drª. Mariza Correa (UNICAMP – Suplente); Prof. Dr. Rafael Victorino Devos  (PPGAS/UFSC-suplente)

“Uma Semana de Ensinagem Moderna”

29/02/2012 17:37

“Uma Semana de Ensinagem Moderna”

“Faz-se necessária uma ‘Semana de Ensinagem Moderna’, que produza uma mudança profunda neste campo” Esther Grossi

90 anos da Semana de Arte Moderna me faz otimista e me leva a alimentar esperanças. Ela mostrou como é difícil mudar. E ela, principalmente, demonstrou também que mudança profunda é algo dialético, necessariamente com ruptura. Não se faz tal mudança por filiação de um equilíbrio, para outro, majorante. Mudanças profundas exigem reestruturações, isto é, desconstruções para colocar novos alicerces nas edificações que têm de ser refeitas.

O que se passa hoje em educação escolar? Dentro de nossos limites brasileiros e fora deles? Em primeiro lugar aparece um fato importante – a democratização do acesso à escola, até com legislação que pune se a família não matricula e não leva seus filhos para o ambiente escolar.

Mas, o que está acontecendo com as crianças e os jovens que vão às escolas? O que dizem as pesquisas nacionais e internacionais sobre as aprendizagens dos alunos? Não estou me referindo prioritariamente à escala de classificação dos países nestas pesquisas. Estou olhando para os melhores níveis alcançados, por aqueles que ocupam os primeiros lugares. As médias por eles obtidas estão longe de representarem excelência de construção de conhecimentos. Em muitos casos, elas beiram os 50% das respostas adequadas nas provas avaliativas. Sem falar que as próprias provas são questionáveis à luz dos novos aportes científicos na área. Este questionamento começa nas avaliações de alfabetização. Ao invés de esperar que o aluno escreva e leia um texto num tetê-a-tête individual com o professor, nós o fazemos marcar “ x” em questões  sobre conhecimento parciais de letras, de sílabas e de palavras, nitidamente insuficientes para concretizar a competência mínima para que alguém possa ser considerado uma pessoa que lê e que escreve.  Esta competência é de quem é capaz de ler com compreensão um texto de outro, e que o outro compreenda o que ele escreve. Estar alfabetizado é um dos primeiros divisores de água na caminhada para os saberes. Assim como uma mulher não pode estar meio grávida, um aprendente não pode estar meio alfabetizado. Estar alfabetizado representa a entrada irreversível no grupo dos que conseguiram desvendar a magia da junção das letras para formar as sílabas, das sílabas para formar palavras, das palavras para formar frases e das frases para produzir a grandeza de um texto.

O ensino não está nada bem. Cinquenta milhões de analfabetos adultos no Brasil atestam isto incontestavelmente, porque eles não são analfabetos por não terem ido à escola. Eles são analfabetos tendo estado na escola e por muitos anos.

Estou agora trabalhando com afinco e entusiasmo exatamente num Programa para Alfabetização de alunos escolarizados há mais de um ano letivo, que não leem e não escrevem. É um programa de Correção de Fluxo. Há numerosíssimos alunos com mais de 7 anos, até com 17 anos,  que estão na escola e não sabem sequer ler. Já conseguimos alfabetizar algumas dezenas de milhares dentre eles, mas ainda faltam muitos. E o que não melhora as expectativas é que a escola continua fabricando analfabetos, porque o diagnóstico e o tratamento para tal problema não consideram suas verdadeiras causas.

Faz-se necessária uma “Semana de Ensinagem Moderna”, que produza uma mudança profunda neste campo, como aconteceu no âmbito artístico. Há elementos para isso, tão temidos e tão rechaçados como havia para as Artes, em 1922.

Mas, certamente chegaremos lá. Como Flavio de Carvalho, que andava arrojadamente de saia por São Paulo, pinto meus cabelos, prenunciando uma grande mudança que urge acontecer, porém dentro das cabeças. E parece que ela não se fará na Academia, mas na própria escola pública, através de um número de professores que cresce a cada ano e que concretizam aqui e agora, uma mudança significativa, libertando em poucos meses alunos condenados à marginalização cruel do analfabetismo.

Esther Pillar Grossi

Doutora e pesquisadora em Psicologia Cognitiva

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