Trans Day

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PELO FIM DA PATOLOGIZAÇÃO DAS TRANSEXUALIDADES

O evento faz parte  da Campanha Internacional Stop Trans Pathologization, iniciada em 2009 e que conta com o apoio de  380 grupos e redes de ativistas espalhados por todo o mundo. Desde a primeira edição do seminário, em 2010, questões como: nome social, políticas para a saúde “trans”, direitos,  cultura, condições de vida e parentalidades trans são problematizadas por meio de conferências, rodas de conversa, mostras de filmes e manifestos visuais. O intuito é ampliar o espaço acadêmico de discussão e troca de saberes entre a universidade, movimentos sociais e Estado, visando contribuir para o respeito à cidadania trans, através da implementação de políticas públicas inovadoras no campo do gênero e das sexualidades.

Projeto da edição de 2015 do Trans day 

 

A edição V teve como enfoque os dilemas e paradoxos que envolvem a patologização dos sujeitos trans tanto no plano subjetivo quanto em suas implicações sociais e políticas. Discutimos a temática das identidades e categorias de gênero como tema geral presente em todas as atividades, já que os campos médico e jurídico têm um modo de conhecer a transexualidade que leva ao encerramento dos sujeitos em conceitos fechados e estabelecidos. Também alguns movimentos sociais trabalham a partir dessa ótica das categorias, enquanto outros negam completamente os enquadramentos. Em todos esses casos, as reinvidicações trazem impressas os modos de pensar dos movimentos sociais envolvidos, tornando imprescindível para a Academia entender esses movimentos políticos e identitários, junto com as proposições teóricas do feminismo atual.

Release da edição de 2014 do Trans Day 

 

Em 2013 foi realizado IV Trans Day NIGS, que visou o debate sobre o ativismo trans e as repercussões das lutas no Brasil, os desafios da educação superior no fortalecimento da cidadania trans, trazendo à tona a questão da violência, nas suas mais diversas formas de manifestação. Foi produzido coletivamente um manifesto visual, e houve a apresentação do espetáculo teatral “Andróginos”, que investiga a ruptura dos padrões dicotômicos de sexo e gênero, atravessando as fronteiras femininas e masculinas. A dualidade do gênero em atrito foi o mote para a criação da dramaturgia cênica, desenvolvida pelos atores através de improvisações.

Galeria de fotos da edição de 2013 do Trans day

 

Em 2012 foi realizado III Trans Day NIGS, no qual debatemos questões especificas à população trans no Brasil, grupo com pouca visibilidade no campo das lutas LGBTTT. Nessa edição, as rodas de conversas versaram sobre políticas públicas para a saúde trans e ambulatórios “T”, nome social como estratégia de inclusão e aspectos jurídicos e (in)visibilidades trans, nas quais estavam presentes ativistas e pesquisadores/as. Realizamos também um manifesto visual através da exposição de fotografias intitulada “Pelas ruas… sem etiquetas!”, e uma mostra de filmes de curta-metragem sobre a temática trans, com chamada pública para submissão.

Programação da edição de 2012 do Trans day

 

Em 2011 foi realizado o II Trans Day NIGS – Seminário Transfobia, Cidadania e Identidades Trans, que teve como característica a incorporação do campo das artes plásticas na reflexão teórica proposta pelo NIGS, através de um manifesto visual que teve exposição itinerante na UFSC e uma mostra de filmes sobre a temática trans. Em 2011 o seminário contou com a participação de importantes pesquisadores/as da temática trans, como Tatiana Lionço, Berenice Bento, Fátima Lima, Guilherme de Almeida, Mônica Siqueira, Alexandre Câmara Vale e Rosa Blanca, e teve também a participação de ativistas como André Guerreiro e Gabriela Silva. Ainda nessa edição, tivemos o lançamento do livro “Viagem Solitária”, de João W. Nery.

Galeria de fotos da edição de 2011 do Trans day

 

Em outubro de 2010, NIGS organizou o Trans Day NIGS 2010, inserindo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no circuito internacional de atividades que marcam a luta pela despatologização das identidades transexuais e trangêneros ao redor do mundo, através da campanha Stop Trans Pathologization – 2012. Esta visa a luta pela despatologização das identidades trans (transexuais e transgêneros) e pela sua retirada dos catálogos de doenças, o DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), da American Psychiatric Association, cuja versão revista foi publicada em 2013, e o CID (Classificação Internacional de Doenças), da Organização Mundial da Saúde (OMS), que será revisto em 2014.

Vídeo da edição de 2010 do Trans day