Concurso de Cartazes

É um dos três eixos norteadores do Projeto PAPO SÉRIO, que tem o intuito de levar o debate sobre violências contra homossexuais, transexuais e travestis para instituições de ensino públicas da Grande Florianópolis, atingindo estudantes, professores e demais pessoas que participam da comunidade escolar. Contribui, assim, para romper com a invisibilidade dessas temáticas no currículo das escolas e para o combate à cultura trans-lesbo-homofóbica e heterossexista neste espaço.

As atividades do concurso são realizadas, primeiramente, nas escolas públicas Estaduais e Municipais da Grande Florianópolis inscritas no projeto. Sob a orientação de uma pessoa do corpo docente ou da coordenação pedagógica, que realiza previamente um trabalho de discussão do tema da violência contra pessoas não-heterossexuais, as alunas e alunos se reúnem em grupos de até 5 integrantes e utilizam a criatividade para elaborar cartazes de combate a esse tipo de violência. Num segundo momento, a recepção dos trabalhos produzidos ocorre em espaço específico no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da UFSC e, posteriormente, a exposição dos melhores cartazes ocorre no hall da reitoria da universidade

Acesse aqui a todos os videos do Concurso de Cartazes no Canal Youtube.

O projeto conta com o apoio de várias instituições e agências de fomento governamentais, entre elas o PROBOLSAS UFSC, PRONEM FAPESC e PNPD CAPES.

O projeto conta com o apoio de várias instituições e agências de fomento governamentais, entre elas o PROBOLSAS UFSC, PRONEM FAPESC e PNPD CAPES.

Contexto

Na última década, em Santa Catarina, presenciamos diversos avanços no sentido de garantir o direito à educação de estudantes não-heterossexuais, com a aprovação do parecer estadual que instituiu a inclusão do nome social para travestis e transexuais nos documentos escolares, em 2009, a criação do Dia Municipal de Combate a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, em 2007, em Florianópolis, e a lei para prevenção e combate de bullying escolar no projeto pedagógico das escolas públicas da Capital, implementada em 2010.

Porém, apesar dos avanços em termos de políticas públicas, o que as pesquisas mais recentes revelam é que continuamos a conviver com um quadro grave de violências contra pessoas gays, lésbicas, travestis e transexuais, no Brasil e em Santa Catarina.