Rufem os tambores! Programação das Jornadas NIGS 35 anos – Metodologias em debate

28/03/2026 14:13

Com alegria, apresentamos a Programação das Jornadas NIGS 35 anos – Metodologias em debate.

Foi pensando na fruição plena das atividades que as organizamos ao longo da semana, espaçadas e em diferentes horários, numa temporalidade outra para escapar da lógica produtivista que tem nos capturado e sequestrado nossa imaginação científica.

Como poderão ver, contaremos com três Rodas Vivas – uma metodologia experimental para proporcionar o diálogo entre pesquisadoras especialistas e pesquisadoras em formação sobre suas experiências nos caminhos da etnografia, uma Roda de Conversa e uma oficina-encontro entre a rede de pesquisadoras do NIGS e organizações da sociedade civil.

Convidamos a todas as pessoas interessadas em antropologia, etnografia, escrita antropológica, ética, subjetividade, extensão, engajamento e, claro, pesquisas em temáticas de interesse feminista, a estarem conosco, celebrando coletivamente nossos 35 anos de existência!

Para quem quiser contar com certificado de participação como ouvinte, poderá se inscrever CLICANDO AQUI

No mais, é só chegar. Cola com a gente!



Segunda-feira, 06/04/26 – no Auditório E/CFH, 14h-18h
Roda Viva Escritas antropológicas: dos diários aos textos publicáveis, com Profa. Claudia Fonseca (UFRGS) e pesquisadoras anfitriãs.

Data: 06/04/2026
Hora
: 14 às 18h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade, Florianópolis/SC
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Terça-feira, 07/04/26 – no Espaço Cultural Gênero e Diversidade (ECGD)/UFSC, 18h-22h
Roda de Conversa Rede NIGS – práticas de colaboração, políticas de citação e circulação de conhecimentos

Data: 07/04/2026
Hora
: 18 às 22h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade, Florianópolis/SC
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Quarta-feira, 08/04/26 – no Espaço Cultural Gênero e Diversidade (ECGD)/UFSC, 14h-18h
Roda Viva Subjetividades, engajamentos e afetações em campo, com Profa. Miriam Grossi (UFSC) e pesquisadoras anfitriãs

Data: 08/04/2026
Hora
: 14 às 18h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade.
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Quinta-feira, 09/04/26 – no Auditório E/CFH, 14h-18h
Roda Viva Dilemas éticos na pesquisa antropológica, com Prof. Guilherme Passamani (UFMS) e  pesquisadoras anfitriãs

Data: 09/04/2026 
Hora
: 14 às 18h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade, Florianópolis/SC
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Sexta-feira, 10/04/26, no Museu da Escola Catarinense (MESC), 14h-18h
Oficina-Encontro NIGS, Estrela Guia e Gapa

Data: 10/04/2026 
Hora
: 14 às 18h

Local: Museu da Escola Catarinense da UDESC (MESC), Rua Saldanha Marinho, 196 – Centro, Florianópolis/SC

Encerramento com atividade cultural à partir das 18h.
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Endereços:

Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade

ECGD – Espaço Cultural Gênero e Diversidade da UFSC – localizado na rua Desembargador Victor Lima, n. 45, bairro Trindade, Florianópolis – SC, próximo à “Igrejinha da UFSC” e em frente à Praça do Pida.

MESC – Museu da Escola Catarinense da UDESC, está localizado na Rua Saldanha Marinho, 196 – Centro, Florianópolis/SC


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Tags: 35 anos NIGSEventosJornadas NIGS

Solenidade de entrega do 5o. Prêmio Mulheres na Ciência à Profa. Alinne de Lima Bonetti

28/03/2026 13:00

Ontem, 27/03/26, ocorreu a solenidade de entrega do 5o. Prêmio Mulheres na Ciência Propesq/UFSC em que a nossa coordenadora foi agraciada na área de Humanidades, categoria Docente Júnior.

A indicação foi realizada pelo grupo de orientandes da professora: pesquisadoras da graduação, do mestrado e do doutorado das áreas de Ciências Sociais e Antropologia. Como reconhecimento da relação que temos construído junto a ela, essa foi uma forma que encontramos de reconhecer (institucionalmente, inclusive) as contribuições da prof.ª Alinne para nossas pesquisas, mas também, para o campo da Antropologia Feminista e para os estudos e pesquisas desenvolvidos no âmbito dos estudos de gênero e sexualidade ao longo de tantos anos de dedicação e pesquisas.

Em tempos em que a pesquisa científica tem sido colocada à prova por teorias conspiratórias, professoras como Alinne nos lembram do nosso papel na academia: manter uma postura ética em relação a pesquisa e aos sujeitos envolvidos, cultivar o comprometimento com nossas perspectivas teórico-metodológicas (e de mundo!) e, em meio a tudo isso, não perder de vista a generosidade hermenêutica que também alimenta nossas sessões de orientação.

Foi uma linda e emocionante solenidade, que contou com a presença de suas orientandas, colegas de departamento e amigas.

Com a palavra, a nossa coordenadora 💬:

Boa tarde a todas as pessoas presentes.

Quando recebi a notícia da indicação fiquei muito surpresa, pois não fazia ideia da sua possibilidade, e não sabia nominar o sentimento que me tomou. Alegria, felicidade não traduziam exatamente o que senti. Faltava algo. Foi uma querida colega de departamento que me emprestou o adjetivo: nutrida. Fez todo o sentido.

É assim que me sinto: nutrida de afeto, de energia coletiva para reencantar a caminhada;  sobretudo porque a indicação partiu da mobilização das pesquisadoras do núcleo que integro, o NIGS, minhas orientandas-colegas, e envolveu distintas gerações de antropólogas – minhas mestras que são parte importante da minha trajetória profissional. E é exatamente esse movimento, feito no coletivo, mobilizado pelos afetos, que empresta um valor imensurável a esse prêmio para mim.

Bem sei que o que se está reconhecendo aqui é a pesquisadora; mas ele também representa o amálgama das diferentes posições que ocupamos numa universidade pública. A pesquisadora não existiria sem a professora e suas estudantes, sem a extensionista e as comunidades, sem a gestora e as diferentes interlocutoras da universidade.

São essas diferentes posições que vão nos ensinando a aguçar a percepção e os sentidos para os aprendizados com a alteridade – matéria prima da Antropologia, a ciência em que fui forjada – e o investimento no exercício da delicadeza necessária para o trabalho coletivo, que fomenta a produção científica.

Quero mencionar a minha família, que me deu raízes e asas para me aventurar pelo mundo e o apoio de que necessitei para seguir meu desejo de ser professora.

Agradeço à propesq pela iniciativa de criação e manutenção deste reconhecimento e visibilidade às mulheres que fazem ciência na UFSC.

Agradeço a todas aquelas que vieram antes de nós, as nossas mestras que abriram espaços em um ambiente refratário e masculinista e que, apesar destes pesares, persistiram para que pudéssemos estar aqui, hoje.

Agradeço a todas as estudantes com quem tive o privilégio de exercitar o ofício de professora, orientadora e pesquisadora, com o desejo de que levem adiante a produção de uma ciência corporificada, ética, comprometida, produzida na horizontalidade e na coletividade. A universidade é, sim, nosso lugar!

Vida longa à antropologia feminista brasileira que ousa dizer o seu nome. Grata

📸 Clique aqui e veja imagens do evento 📸

 

Resultado seleção de bolsista – Cadernos de Gênero e Diversidade

27/03/2026 17:05

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS)  torna público o resultado do processo seletivo para bolsa destinada ao apoio editorial da revista Cadernos de Gênero e Diversidades. Destacamos que o edital contou com 24 inscrições, evidenciando o grande interesse e a qualidade das candidaturas recebidas. Após criteriosa análise dos currículos e a realização das entrevistas no dia 20 de março de 2026, chegamos ao resultado final.

📑 1º lugar: Bruna Domingues 

Parabenizamos a candidata selecionada e agradecemos, de forma especial, a todas as pessoas inscritas pelo interesse, disponibilidade e dedicação ao longo de todo o processo. Esperamos que possamos nos reencontrar em iniciativas acadêmicas futuras.

Seguimos fortalecendo a produção e a difusão de conhecimentos em gênero e diversidade.

Tags: BolsasEditais

Miriam Grossi, nossa mestra fundadora, é homenageada pelo CNPq por sua contribuição na luta pela Mulheres nas Ciências

14/03/2026 14:03

No dia 05 de março, numa solenidade em Brasília para a entrega do Prêmio Mulheres e Ciências, promovida pelo CNPq, nossa mestra fundadora Miriam Pillar Grossi foi surpreendida com uma linda homenagem por sua trajetória e atuação em prol dos estudos feministas, de gênero e pela igualdade de gênero nas Ciências.

Com a palavra, nossa mestra:

“Confesso que fiquei profundamente emocionada com esta homenagem. Recebê-la foi, para mim, uma surpresa muito grande pois o evento era para prestigiar as cientistas e universidades premiadas na 2a Edição do Prêmio Mulheres e Ciência. Quando chamada ao palco meu primeiro sentimento foi de espanto, seguido de uma emoção difícil de colocar em palavras. Após receber a placa e fazer fotos, fui convidada a falar e, como sempre entendi que esta homenagem não era só para mim mas para toda a equipe de servidoras do CNPq e gestoras da então SPM – Secretaria de Políticas Para Mulheres liderada pela ministra Nilceia Freie, que elaboraram e implantaram o programa Mulher e Ciências em 2005. Entre elas destaco Betina Lima, Maria Lucia Braga, Sonia Malheiros Miguel e Margaret Lopes.
Meus agradecimentos vão também para dezenas de estudantes, colegas, ativistas e gestoras públicas com as quais construimos coletivamente o campo de estudos feminista e de gênero na UFSC e no Brasil
Quando começamos a trabalhar com as questões de gênero, feminismos e sexualidades nos anos 1980 nas universidades brasileiras, este ainda era um campo visto com desconfiança e muitas vezes desqualificado com ironias e alguma violência. Foi preciso persistência, diálogo, produção científica de ponta e, sobretudo, muita solidariedade entre professoras, servidoras e estudantes para abrir espaços institucionais, criar grupos de pesquisa, programas de pós-graduação e redes de colaboração que hoje são referência no Brasil e também internacionalmente.
Tive o privilégio de fazer parte desse processo que já tinha sido iniciado por outras colegas nos anos 1970. Na Universidade Federal de Santa Catarina, a partir dos anos 1980, junto com tantas colegas e estudantes participamos da construção de um ambiente acadêmico fértil para os estudos de gênero, que se expressa no NIGS – Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades, no Instituto de Estudos de Gênero, em nossos cursos na graduação e pós, nas pesquisas em rede que temos desenvolvido, nas parcerias internacionais, na produção de eventos e de ações de intervenção na sociedade catarinense e nas inúmeras gerações de estudantes que hoje levam esse campo para diferentes regiões do Brasil.
Por isso, esta homenagem também pertence a todas as pessoas que caminharam comigo na UFSC, assim como a universidade e às instituições de fomento que apostaram na importância de produzir conhecimento científico comprometido com a justiça social.
Os estudos de gênero não são apenas um campo acadêmico. Eles são uma forma de compreender o mundo e de contribuir para transformá-lo, enfrentando desigualdades históricas e ampliando horizontes de liberdade, dignidade e direitos para as mulheres em uma situação marcada por violências e desigualdades.
Receber este reconhecimento do CNPq , das mãos e iniciativa da diretora Dalila Andrade Oliveira, durante a celebração da excelência das cientistas brasileiras é também um sinal importante de nossa principal agência de financiamento, no compromisso com politicas públicas para o campo dos estudos de gênero.
Nunca é demais lembrar que no mundo e em Santa Catarina, cientistas são excluidas de linhas de financiamentos e pós-graduandas que estudam questões de gênero são impedidas de receberem bolsas da FAPESC. Também em nosso estado professoras e professores de escolas básicas são alvo de violências e acusados de ensinarem “Ideologia de gênero” quando estão contribuindo a formar jovens conscientes e engajados na diminuição de violências contra as mulheres e pessoas LGBTQIA+. Não por acaso, é neste mesmo estado onde os indices de feminicidio estão entre os maiores do Brasil.
Guardarei esta homenagem, inesperada, com muito carinho. Ela me lembra que vale a pena continuar pesquisando, ensinando, formando novas gerações e acreditando que o conhecimento pode ser uma força poderosa na transformação social.”

Parabéns, Miriam. Ficamos felizes de compartilhar esse reconhecimento contigo.

Boas vindas à nova página do NIGS!

03/03/2026 15:46

No ano do nosso 35o. aniversário, estamos renovando nossa identidade visual e arrumando a nossa casa virtual!

Esta é a nova página do NIGS, que estamos, aos poucos, atualizando.

Acompanhe a nossa Jornada!