Trabalhos aprovados 30ª Jornada Rede Nigs

05/06/2026 13:27

Confira aqui a lista de resumos aprovados para apresentação nos GTS da 30ª Jornada Rede NIGS: Etnografias, Pedagogias e Políticas Feministas:

TRABALHO AUTORIA INSTITUIÇÃO
Entre antifeministas e feministas antigênero – etnografia da proliferação de políticas conservadoras em Santa Catarina Adara Stopanovski ANT UFSC
“Mas você anda?”: Notas etnográficas de uma pesquisadora de skate Amanda de Oliveira Gabinio PPGAS/UFSC
Estudantes indígenas no Mato Grosso do Sul e pesquisas sobre violência contra mulher Anna Carolina Horstmann Amorim UEMS
Retribuir histórias, construir alianças: afetos e resistências a partir de uma etnografia com famílias de sujeitos trans Arthur Novo UFSC
Entre Diários e Diálogos: Uma experiência etnográfica no projeto Semeando Gênero na Educação Carlos Felipe da Silva CSO UFRN
Entre normas sociais e direitos: vivência da sexualidade e violência baseada no género entre jovens em Cabo Verde Carmelita Silva UniCV
Transmasculinidades e Inteligência Artificial Generativa: diálogos à luz das Ciências Sociais no Brasil César Augusto Vilas Boas CSO IFG
O Seio feminino como emblema de luta feminista contemporânea Claudia Moro PPGICH UFSC
Quando a neutralidade deixa de bastar: reflexividade na formação etnográfica feminista Daiane Köhler PPGICH UFSC
“A gente resiste. Se a gente resiste, é porque sim, a gente existe!” Dinâmicas políticas de gênero e sexualidade no oeste catarinense Daniel Stack PPGAS UFSC
Na pista, as pistas: as experiências de uma ex-trabalhadora sexual trans no contexto da Copa do Mundo da FIFA de 2014 em Belo Horizonte/MG Diadorim Maria de Oliveira PPGAn UFMG
“Sou cristã e antifeminista”: etnografando a extrema direita no feminino ao sul do Brasil Diennifer Campos Cardozo PPGAS/UFSC
Mapeando Perspectivas de Gênero em Contextos Educativos: um relato de experiência em iniciação científica Diogo Almeida da Silva CSO UFRN
Dor e Relações de Gênero: trabalho doméstico e sofrimento na vida de mulheres que vivem com fibromialgia Eric Vinicius Fernandes Frutuoso UFRN
Saberes Compartilhados na Extensão: A perspectiva de gênero na formação continuada de trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Norte Francisco Cleiton Vieira UFRN
Onde estão os saberes da diferença? Um levantamento das disciplinas de gênero, raça, deficiência e diversidade na pós-graduação da UFSC Guilherme Ceolin ANT UFSC
“Não é aqui”: O acesso de pessoas com até 14 anos ao aborto legal na cidade do Rio de Janeiro Jade Figueiredo Unicamp/UERJ
A identidade BDSM nas comunidades do eixo Goiânia-Anápolis-Brasília: tensionamentos em gênero e raça Jordan Layse Vieira dos Santos, Leonardo e Andrea CSO IFG
Quem vende o que? Uma análise entre gêneros de quem produz e comercializa comida de rua em um polo gastronômico em Fortaleza-CE Karina Fernandes de Alcantara PPGAS UFRN
As tecnologias, os scripts e as performatividades de gênero nas brincadeiras e relações das crianças no cotidiano de uma instituição de educação infantil Ligia Siqueira PPGICH UFSC
O direito tem cor, classe e gênero? Reflexões a partir de uma etnografia universitária Lorena Evelin dos Santos Divino CSO UERJ
Corpos atravessados pelo estado: justiça reprodutiva, gênero e maternidades com trajetória de rua Luara Padilha PPGAS UFSC
Em defesa da família catarinense: etnografia de proposições legislativas de Florianópolis e de Santa Catarina Maitê Barbosa da Costa ANT UFSC
“Pela vida das mulheres, pela vida de todas”: experiência e ativismo do Fórum Permanente das Mulheres do Amazonas nos casos de feminicídio Marcia Calderipe Farias UFAM
Trajetórias que resistem: formação, permanência e saúde mental de mulheres negras no meio acadêmico Maria Eduarda Rodrigues PPGAS UFRN
Disputas políticas e morais em torno do aborto legal no Brasil: uma análise a partir da governança reprodutiva Maria Eduarda Rodrigues PPGAS UFRN
Diálogos entre Extensão Universitária e Antropologia: reflexões a partir do projeto “Semeando Gênero na Educação” Maria Iria Mabele da Cunha CSO UFRN
Menstruação, políticas públicas e ativismos: a dignidade menstrual no contexto escolar catarinense Marina Soncini PPGICH UFSC
Prazer sexual desestabilizando sexo e gênero Nikole França PSI UEMG
De uma ilha para outra: a construção de redes de afetos por migrantes cubanas em Florianópolis Priscilla Gusmão PPGAS UFSC
Modos de pensar a Lei 14.986/2024, que institui a Semana de valorização das mulheres que fizeram história nas escolas de Educação Básica do Brasil Roberta Raquel, Rosana da Silva Cuba IFC
A Rua na Tela: Biopolítica, Performance e a Invasão da diferença – a Subversão da Abjeção em Anápolis Rudson Rodrigues da Silva CSO IFG
Sob as ruas de Avignon: uma etnografia da “cidade teatro” Suzana Vergara Martins Costa PPGICH UFSC
Autocuidado e Autonomia na vida de uma Mulher Com Ceratocone: Uma Análise Etnográfica e de Gênero Vinicius Costa de Oliveira UFRN
Itinerários da Indecência: epistemologias queer e a profanação do “sagrado” neoliberal na pesquisa em campo teológico William do Carmo Gama CSO IFG

Em breve divulgaremos a programação completa!

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Defesa de TCC em Ciências Sociais de Camila da Rosa

02/05/2026 17:49

O NIGS convida a comunidade para a defesa de Trabalho de Conclusão de Curso de Camila da Rosa, intitulada “Envelhecimento feminino, corpo e menopausa: uma perspectiva socioantropológica” que acontece no dia 20/05/2026 às 19h na Sala 316 – Bloco B/CFH

A pesquisa foi desenvolvida sob orientação da Profa. Alinne de Lima Bonetti e propõe uma reflexão importante sobre corpo, gênero e envelhecimento.

 

Rufem os tambores! Programação das Jornadas NIGS 35 anos – Metodologias em debate

28/03/2026 14:13

Com alegria, apresentamos a Programação das Jornadas NIGS 35 anos – Metodologias em debate.

Foi pensando na fruição plena das atividades que as organizamos ao longo da semana, espaçadas e em diferentes horários, numa temporalidade outra para escapar da lógica produtivista que tem nos capturado e sequestrado nossa imaginação científica.

Como poderão ver, contaremos com três Rodas Vivas – uma metodologia experimental para proporcionar o diálogo entre pesquisadoras especialistas e pesquisadoras em formação sobre suas experiências nos caminhos da etnografia, uma Roda de Conversa e uma oficina-encontro entre a rede de pesquisadoras do NIGS e organizações da sociedade civil.

Convidamos a todas as pessoas interessadas em antropologia, etnografia, escrita antropológica, ética, subjetividade, extensão, engajamento e, claro, pesquisas em temáticas de interesse feminista, a estarem conosco, celebrando coletivamente nossos 35 anos de existência!

Para quem quiser contar com certificado de participação como ouvinte, poderá se inscrever CLICANDO AQUI

No mais, é só chegar. Cola com a gente!


Segunda-feira, 06/04/26 – no Auditório E/CFH, 14h-18h
Roda Viva Escritas antropológicas: dos diários aos textos publicáveis, com Profa. Claudia Fonseca (UFRGS) e pesquisadoras anfitriãs.

Mediação: Alinne Bonetti
Pesquisadoras anfitriãs: Adara RemígioDiennifer CardozoAleixo SantosAlana VeraniCláudia Moro

Data: 06/04/2026
Hora
: 14 às 18h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade, Florianópolis/SC
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Terça-feira, 07/04/26 – no Espaço Cultural Gênero e Diversidade (ECGD)/UFSC, 18h-22h
Roda de Conversa Rede NIGS – práticas de colaboração, políticas de citação e circulação de conhecimentos

Mediação: Daniel Stack e Pâmela Reis

Data: 07/04/2026
Hora
: 18 às 22h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade, Florianópolis/SC
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Quarta-feira, 08/04/26 – no Espaço Cultural Gênero e Diversidade (ECGD)/UFSC, 14h-18h
Roda Viva Subjetividades, engajamentos e afetações em campocom Profa. Miriam Grossi (UFSC) e pesquisadoras anfitriãs

Mediação: Juliana Cavilha Losso
Pesquisadoras anfitriãs: Suzana CostaAmanda MeninLuara PadilhaFani RochaPâmela ReisMaite Costa

Data: 08/04/2026
Hora
: 14 às 18h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade.
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Quinta-feira, 09/04/26 – no Auditório E/CFH, 18h-22h
Roda Viva Dilemas éticos na pesquisa antropológica, com Prof. Guilherme Passamani (UFMS) e  pesquisadoras anfitriãs

Mediação: Jônatas Alaman
Pesquisadoras anfitriãs: Marina SonciniChristiane LucianoDaniel StackAdriana AngeramiJônatas AlamanLígia Siqueira

Data: 09/04/2026 
Hora
: 18 às 22h

Local: Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade, Florianópolis/SC
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Sexta-feira, 10/04/26, no Museu da Escola Catarinense (MESC), 14h-18h
Oficina-Encontro NIGS, Estrela Guia e Gapa

Mediação: Jônatas Alaman

Data: 10/04/2026 
Hora
: 14 às 18h

Local: Museu da Escola Catarinense da UDESC (MESC), Rua Saldanha Marinho, 196 – Centro, Florianópolis/SC

Encerramento com atividade cultural à partir das 18h.

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Endereços:

Auditório E/CFH – localizado no térreo do prédio E, CFH, UFSC, campus Trindade

ECGD – Espaço Cultural Gênero e Diversidade da UFSC – localizado na rua Desembargador Victor Lima, n. 45, bairro Trindade, Florianópolis – SC, próximo à “Igrejinha da UFSC” e em frente à Praça do Pida.

MESC – Museu da Escola Catarinense da UDESC, está localizado na Rua Saldanha Marinho, 196 – Centro, Florianópolis/SC


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Tags: 35 anos NIGSEventosJornadas NIGS

Solenidade de entrega do 5o. Prêmio Mulheres na Ciência à Profa. Alinne de Lima Bonetti

28/03/2026 13:00

Ontem, 27/03/26, ocorreu a solenidade de entrega do 5o. Prêmio Mulheres na Ciência Propesq/UFSC em que a nossa coordenadora foi agraciada na área de Humanidades, categoria Docente Júnior.

A indicação foi realizada pelo grupo de orientandes da professora: pesquisadoras da graduação, do mestrado e do doutorado das áreas de Ciências Sociais e Antropologia. Como reconhecimento da relação que temos construído junto a ela, essa foi uma forma que encontramos de reconhecer (institucionalmente, inclusive) as contribuições da prof.ª Alinne para nossas pesquisas, mas também, para o campo da Antropologia Feminista e para os estudos e pesquisas desenvolvidos no âmbito dos estudos de gênero e sexualidade ao longo de tantos anos de dedicação e pesquisas.

Em tempos em que a pesquisa científica tem sido colocada à prova por teorias conspiratórias, professoras como Alinne nos lembram do nosso papel na academia: manter uma postura ética em relação a pesquisa e aos sujeitos envolvidos, cultivar o comprometimento com nossas perspectivas teórico-metodológicas (e de mundo!) e, em meio a tudo isso, não perder de vista a generosidade hermenêutica que também alimenta nossas sessões de orientação.

Foi uma linda e emocionante solenidade, que contou com a presença de suas orientandas, colegas de departamento e amigas.

Com a palavra, a nossa coordenadora 💬:

Boa tarde a todas as pessoas presentes.

Quando recebi a notícia da indicação fiquei muito surpresa, pois não fazia ideia da sua possibilidade, e não sabia nominar o sentimento que me tomou. Alegria, felicidade não traduziam exatamente o que senti. Faltava algo. Foi uma querida colega de departamento que me emprestou o adjetivo: nutrida. Fez todo o sentido.

É assim que me sinto: nutrida de afeto, de energia coletiva para reencantar a caminhada;  sobretudo porque a indicação partiu da mobilização das pesquisadoras do núcleo que integro, o NIGS, minhas orientandas-colegas, e envolveu distintas gerações de antropólogas – minhas mestras que são parte importante da minha trajetória profissional. E é exatamente esse movimento, feito no coletivo, mobilizado pelos afetos, que empresta um valor imensurável a esse prêmio para mim.

Bem sei que o que se está reconhecendo aqui é a pesquisadora; mas ele também representa o amálgama das diferentes posições que ocupamos numa universidade pública. A pesquisadora não existiria sem a professora e suas estudantes, sem a extensionista e as comunidades, sem a gestora e as diferentes interlocutoras da universidade.

São essas diferentes posições que vão nos ensinando a aguçar a percepção e os sentidos para os aprendizados com a alteridade – matéria prima da Antropologia, a ciência em que fui forjada – e o investimento no exercício da delicadeza necessária para o trabalho coletivo, que fomenta a produção científica.

Quero mencionar a minha família, que me deu raízes e asas para me aventurar pelo mundo e o apoio de que necessitei para seguir meu desejo de ser professora.

Agradeço à propesq pela iniciativa de criação e manutenção deste reconhecimento e visibilidade às mulheres que fazem ciência na UFSC.

Agradeço a todas aquelas que vieram antes de nós, as nossas mestras que abriram espaços em um ambiente refratário e masculinista e que, apesar destes pesares, persistiram para que pudéssemos estar aqui, hoje.

Agradeço a todas as estudantes com quem tive o privilégio de exercitar o ofício de professora, orientadora e pesquisadora, com o desejo de que levem adiante a produção de uma ciência corporificada, ética, comprometida, produzida na horizontalidade e na coletividade. A universidade é, sim, nosso lugar!

Vida longa à antropologia feminista brasileira que ousa dizer o seu nome. Grata

📸 Clique aqui e veja imagens do evento 📸

 

Resultado seleção de bolsista – Cadernos de Gênero e Diversidade

27/03/2026 17:05

O Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS)  torna público o resultado do processo seletivo para bolsa destinada ao apoio editorial da revista Cadernos de Gênero e Diversidades. Destacamos que o edital contou com 24 inscrições, evidenciando o grande interesse e a qualidade das candidaturas recebidas. Após criteriosa análise dos currículos e a realização das entrevistas no dia 20 de março de 2026, chegamos ao resultado final.

📑 1º lugar: Bruna Domingues 

Parabenizamos a candidata selecionada e agradecemos, de forma especial, a todas as pessoas inscritas pelo interesse, disponibilidade e dedicação ao longo de todo o processo. Esperamos que possamos nos reencontrar em iniciativas acadêmicas futuras.

Seguimos fortalecendo a produção e a difusão de conhecimentos em gênero e diversidade.

Tags: BolsasEditais

Miriam Grossi, nossa mestra fundadora, é homenageada pelo CNPq por sua contribuição na luta pela Mulheres nas Ciências

14/03/2026 14:03

No dia 05 de março, numa solenidade em Brasília para a entrega do Prêmio Mulheres e Ciências, promovida pelo CNPq, nossa mestra fundadora Miriam Pillar Grossi foi surpreendida com uma linda homenagem por sua trajetória e atuação em prol dos estudos feministas, de gênero e pela igualdade de gênero nas Ciências.

Com a palavra, nossa mestra:

“Confesso que fiquei profundamente emocionada com esta homenagem. Recebê-la foi, para mim, uma surpresa muito grande pois o evento era para prestigiar as cientistas e universidades premiadas na 2a Edição do Prêmio Mulheres e Ciência. Quando chamada ao palco meu primeiro sentimento foi de espanto, seguido de uma emoção difícil de colocar em palavras. Após receber a placa e fazer fotos, fui convidada a falar e, como sempre entendi que esta homenagem não era só para mim mas para toda a equipe de servidoras do CNPq e gestoras da então SPM – Secretaria de Políticas Para Mulheres liderada pela ministra Nilceia Freie, que elaboraram e implantaram o programa Mulher e Ciências em 2005. Entre elas destaco Betina Lima, Maria Lucia Braga, Sonia Malheiros Miguel e Margaret Lopes.
Meus agradecimentos vão também para dezenas de estudantes, colegas, ativistas e gestoras públicas com as quais construimos coletivamente o campo de estudos feminista e de gênero na UFSC e no Brasil
Quando começamos a trabalhar com as questões de gênero, feminismos e sexualidades nos anos 1980 nas universidades brasileiras, este ainda era um campo visto com desconfiança e muitas vezes desqualificado com ironias e alguma violência. Foi preciso persistência, diálogo, produção científica de ponta e, sobretudo, muita solidariedade entre professoras, servidoras e estudantes para abrir espaços institucionais, criar grupos de pesquisa, programas de pós-graduação e redes de colaboração que hoje são referência no Brasil e também internacionalmente.
Tive o privilégio de fazer parte desse processo que já tinha sido iniciado por outras colegas nos anos 1970. Na Universidade Federal de Santa Catarina, a partir dos anos 1980, junto com tantas colegas e estudantes participamos da construção de um ambiente acadêmico fértil para os estudos de gênero, que se expressa no NIGS – Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades, no Instituto de Estudos de Gênero, em nossos cursos na graduação e pós, nas pesquisas em rede que temos desenvolvido, nas parcerias internacionais, na produção de eventos e de ações de intervenção na sociedade catarinense e nas inúmeras gerações de estudantes que hoje levam esse campo para diferentes regiões do Brasil.
Por isso, esta homenagem também pertence a todas as pessoas que caminharam comigo na UFSC, assim como a universidade e às instituições de fomento que apostaram na importância de produzir conhecimento científico comprometido com a justiça social.
Os estudos de gênero não são apenas um campo acadêmico. Eles são uma forma de compreender o mundo e de contribuir para transformá-lo, enfrentando desigualdades históricas e ampliando horizontes de liberdade, dignidade e direitos para as mulheres em uma situação marcada por violências e desigualdades.
Receber este reconhecimento do CNPq , das mãos e iniciativa da diretora Dalila Andrade Oliveira, durante a celebração da excelência das cientistas brasileiras é também um sinal importante de nossa principal agência de financiamento, no compromisso com politicas públicas para o campo dos estudos de gênero.
Nunca é demais lembrar que no mundo e em Santa Catarina, cientistas são excluidas de linhas de financiamentos e pós-graduandas que estudam questões de gênero são impedidas de receberem bolsas da FAPESC. Também em nosso estado professoras e professores de escolas básicas são alvo de violências e acusados de ensinarem “Ideologia de gênero” quando estão contribuindo a formar jovens conscientes e engajados na diminuição de violências contra as mulheres e pessoas LGBTQIA+. Não por acaso, é neste mesmo estado onde os indices de feminicidio estão entre os maiores do Brasil.
Guardarei esta homenagem, inesperada, com muito carinho. Ela me lembra que vale a pena continuar pesquisando, ensinando, formando novas gerações e acreditando que o conhecimento pode ser uma força poderosa na transformação social.”

Parabéns, Miriam. Ficamos felizes de compartilhar esse reconhecimento contigo.

Boas vindas à nova página do NIGS!

03/03/2026 15:46

No ano do nosso 35o. aniversário, estamos renovando nossa identidade visual e arrumando a nossa casa virtual!

Esta é a nova página do NIGS, que estamos, aos poucos, atualizando.

Acompanhe a nossa Jornada!